Sirius é a maior estrutura científica construída no Brasil e o segundo equipamento desse tipo no mundo. Túneis vão transportar uma energia especial: a luz síncrotron.

Os cientistas brasileiros vão ganhar um centro de estudos especial, no interior de São Paulo.

Parece o Maracanã e tem quase o mesmo tamanho, mas é um campo de pesquisa. O Sirius é a maior estrutura científica construída no Brasil. É o segundo equipamento desse tipo no mundo e vai permitir pesquisas em várias áreas. Túneis vão transportar uma energia especial: a luz síncrotron.

É uma luz muito brilhante, que funciona como num raio-x, mas com um poder muito maior. A luz síncrotron consegue enxergar a estrutura dos materiais, em escalas minúsculas, do tamanho de átomos e moléculas. Ela tem um espectro com raio-x, ultravioleta, infravermelho, e tudo isso sai de um feixe muito pequeno, 50 vezes mais fino que um fio de cabelo. É uma luz bem direcionada, parecida com a de uma ponteira a laser.

Um canhão lança os elétrons numa viagem de mais de 500 metros, quase na velocidade da luz. O percurso circular tem desvios, que levam a energia às estações de pesquisa. Quando atinge os materiais, a luz síncrotron mostra a estrutura interna deles.

“É como se fosse um gigantesco microscópio, então você precisa fazer algo desse tamanho, com uma altíssima estabilidade para poder gerar um feixezinho, que é compatível com o tamanho do que quer ser explorado, que é esse tamanho dos átomos”, explica o diretor do Projeto Sirius, Antônio José Roque da Silva.

Para garantir a estabilidade, a fundação do prédio tem 13 metros de estruturas de ferro, quatro metros de pedras, e na base do piso um metro de concreto de alta densidade. A estrutura tem molas para evitar impactos, tudo tecnologia nacional.

Parte do acelerador está pronta, mas os experimentos começam em 2019. O centro de pesquisa responsável pelo projeto, já tem uma fonte de luz sincrotron menos potente. É com ela que a Nathaly busca formas de extrair mais óleo das rochas do pré-sal.

Por/Jornal Nacional