Cidade paulista mudou a rotina para apoiar famílias e amigos das vítimas do massacre que deixou dez mortos e 11 feridos.

O velório coletivo das vítimas do massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, cidade da Grande São Paulo, começou por volta das 7h desta quinta-feira (14/3), na Arena Suzano, localizada no Parque Max Feffer.
Os corpos que estão sendo velados no local são dos adolescentes Caio Oliveira, Kaio Lucas da Costa Limeira, Samuel Melquíades Silva de Oliveira e Claiton Antonio Ribeiro; e das funcionárias da escola Eliana Regina de Oliveira Xavier e Marilena Ferreira Vieira Umezo.
Douglas Murilo Celestino, de 17 anos, será o único dos cinco alunos assassinados que não será velado na Arena Suzano. Evangélica, a família optou por realizar a cerimônia em uma igreja da Assembleia de Deus de Suzano a partir da 13h desta quinta.

Assistência

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo enviou, ainda na quarta-feira (13/3), dois psiquiatras e um psicólogo para dar apoio no atendimento às famílias e demais envolvidos na ocorrência, atuando em conjunto com a equipe do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Suzano.
A Secretaria também mobilizou médicos do Grupo de Resgate, que atuaram ao lado dos Bombeiros e do Grupamento Aéreo (Águia), fortalecendo o trabalho do Resgate no atendimento pré-hospitalar às vítimas.
Sete feridos estão sendo assistidos por equipes especializadas de hospitais estaduais – Hospital das Clínicas (HCFMUSP) e hospitais Luzia de Pinho Melo e Geral de Itaquaquecetuba.
A população de Suzano, a 57 quilômetros de São Paulo, amanheceu nesta quinta-feira (14/3) questionando o por quê do massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em que morreram dez pessoas e há 11 feridos. A cidade, com mais de 1,3 milhão de habitantes, se prepara para o luto oficial de três dias.

Cinco estudantes foram assassinados pelos atiradores Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, além de duas funcionárias da escola, o tio de um dos responsáveis pelo ataque e duas pessoas que passavam pela rua.

Na sexta-feira (15/3), por orientação da prefeitura, os educadores se reunirão para definir as ações que serão tomadas com os 26 mil alunos das escolas públicas municipais. O objetivo é adotar medidas para combater a violência e o assédio moral no esforço de estabelecer a cultura de paz.
Para a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o crime foi meticulosamente organizado. Os jovens atacaram, primeiro, Jorge Antônio Moraes, tio de um deles, em uma locadora. Depois, roubaram um carro e saíram em disparada na direção da escola. No colégio, eles entraram e partiram para os ataques.

Segundo as investigações, os atiradores utilizaram um revólver calibre 38, uma besta (espécie de arma antiga que se assemelha ao arco e flecha) e uma machadinha. Eles só pararam quando se viram cercados pela polícia e sem saída. Neste momento, um dos jovens atirou no outro e depois se matou.
Por/C.B
14/03/2019