Reunião com John Bolton teve continência do presidente eleito e danoninho; presidente americano ainda não decidiu se virá para a posse em 1º de janeiro.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro , disse que conversou sobre Israel, Cuba, Venezuela e comércio em seu encontro nesta quinta-feira com John Bolton , Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, a mais alta autoridade americana a visitá-lo desde as eleições de outubro. Bolsonaro reiterou que pretende promover a aproximação com Washington, como vem indicando desde a campanha e havia sido demonstrado na visita do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), seu filho, aos Estados.

Bolsonaro também disse que existe a possibilidade de Trump vir à sua posse, em 1º de janeiro, e que aceitará o convite de Trump, transmitido por Bolton, para visitar os Estados Unidos, depois de uma primeira viagem que pretende fazer como presidente a três países vizinhos: Chile, Argentina e Paraguai.

Bolton não deu entrevista depois do encontro, que durou uma hora.  Pelo Twitter, o conselheiro de Trump destacou que ele, Bolsonaro e o que chamou de “equipe de segurança nacional” do presidente eleito tiveram uma discussão “ampla e muito produtiva”.

“Tive uma ampla e muito produtiva discussão com o presidente eleito do Brasil Bolsonaro e sua equipe de segurança nacional. Estendi o convite do presidente Trump para Jair Bolsonaro visitar os EUA. Nós esperamos uma parceira dinâmica com o Brasil”, escreveu Bolton na rede social.

O presidente eleito falou do encontro em entrevista na Vila Militar do Rio de Janeiro, onde acompanhou uma formatura na Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais.

— Existe a possibilidade (de Trump vir para a posse). É uma data ingrata o dia 1º de janeiro para o mundo todo. Obviamente, ficaria muito honrado caso Trump comparecesse à nossa posse   disse.  —Muita coisa conversamos, por aproximadamente uma hora, sobre questões internas que interessam aos dois países: geopolítica, a questão armamentista, Venezuela, Cuba. Houve uma grande aproximação, mais um grande passo que nós demos em direção aos Estados Unidos, e os Estados Unidos em direção a nós. Queremos aprofundar essas conversas que, no meu entender, terão frutos econômicos de que nós precisamos em grande parte, e eles também precisam.

O presidente eleito acrescentou que conversou com Bolton sobre a possibilidade de mudança da embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, como fizeram os Estados Unidos.

— Conversamos sobre esse assunto também. Conversei ontem com o embaixador de Israel nesse sentido. Essa possibilidade existe. Em Jerusalém, ali tem duas partes. Uma parte não está em litígio. A embaixada americana foi para essa parte —  afirmou.