Meu bichinho de estimação morreu, o que eu devo fazer?

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Foto: MYLÉNE/PIXABAY

Além de lidar com o luto, os responsáveis podem recorrer a cemitérios para pets ou entrar em contato com a prefeitura

Os animais de estimação são companheiros e muitas vezes considerados parte da família. Mas quando um pet morre, além de lidar com o luto, o responsável precisa saber o que fazer com o corpo do seu amigo de patas.

Enterrar o animal no quintal ou jardim não é recomendável pelos riscos que traz à saúde, pela proliferação de bactérias, e ao ambiente, podendo poluir o solo e o lençol freático. O descarte inapropriado de animais é proibido por lei conforme o artigo 54 da lei 9.605.

“Quando um pet morre, temos duas opções, basicamente: o encaminhamento para o serviço público ou particular”, explica a veterinária Luciana Arioli. “O público é o crematório da prefeitura, todas as clínicas pagam uma taxa para que o lixo infectante e também os animais sejam recolhidos.” 

Se o animal morre em uma clínica ou hospital veterinário, no geral, os tutores recebem orientação para cremar os bichinhos mediante o pagamento de uma taxa. Os responsáveis também podem optar por cemitérios para pets, arcando com os custos que podem ultrapassar R$ 3 mil.

“Se optar pelo serviço particular, o tutor pode escolher entre cremação ou sepultamento. As empresas, que funcionam 24 horas, são acionadas para retirar os animais, seja na clínica ou na casa da pessoa, e um veterinário faz uma carta atestando o motivo do óbito”, orienta Luciana.

Alguns tutores que escolhem cremar os animais, podem receber as cinzas ou transformar essas cinzas em um diamante. 

Mas e se meu pet morrer em casa? O que devo fazer?

Segundo as orientações do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo, o proprietário deve ensacar o animal morto e levar a um dos transbordos municipais, em Santo Amaro ou Ponte Pequena, que recebem gratuitamente os animais para incineração.

Caso prefiram, os tutores podem entrar em contato com clínicas veterinárias ou cemitérios de animais que realizam este serviço mediante pagamento.

“O tutor pode levar o animal até a clínica, o corpo será acondicionado em um lugar apropriado até a prefeitura recolher e levar para o crematório central, onde pets de diferentes clínicas são cremados juntos, não tem nada individual. O veterinário faz uma carta explicando o motivo da morte.”

O CCZ só recolhe os animais mortos quando há suspeita de alguma doença que pode ser transmitida para humanos.

Por: Karla Dunder, do R7

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